{"id":883,"date":"2026-10-29T18:03:49","date_gmt":"2026-10-29T18:03:49","guid":{"rendered":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusersusers\/produto\/nacao-e-defesa-n-o-127\/"},"modified":"2026-10-29T18:03:49","modified_gmt":"2026-10-29T18:03:49","slug":"nacao-e-defesa-n-o-127","status":"publish","type":"product","link":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/produto\/nacao-e-defesa-n-o-127\/","title":{"rendered":"Na\u00e7\u00e3o e Defesa N.\u00ba 127"},"content":{"rendered":"<p>O presente n&uacute;mero da Na&ccedil;&atilde;o e Defesa &eacute; dedicado &agrave; Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa (PCSD) da Uni&atilde;o Europeia (UE). Esta publica&ccedil;&atilde;o resulta, no essencial, de duas iniciativas desenvolvidas pelo Instituto da Defesa Nacional (IDN), durante o ano de 2010, com o objectivo de analisar e prospectivar as dimens&otilde;es, desafios e potencialidades da PCSD consagradas no Tratado de Lisboa. <br \/>\nA primeira resulta da cria&ccedil;&atilde;o do Grupo de Estudos &ldquo;Tratado de Lisboa e PCSD: implica&ccedil;&otilde;es para Portugal&rdquo;, que conta com a participa&ccedil;&atilde;o de um conjunto de peritos nacionais, de diferentes sectores da sociedade portuguesa, com o objectivo promover o debate entre especialistas de diversas &aacute;reas do conhecimento e contribuir para uma an&aacute;lise orientada para o apoio &agrave; tomada de decis&atilde;o. <br \/>\nA segunda decorre da organiza&ccedil;&atilde;o, pelo Instituto da Defesa Nacional, de uma confer&ecirc;ncia e de um workshop internacionais subordinados, respectivamente, aos temas &ldquo;As Implica&ccedil;&otilde;es do Tratado de Lisboa na Estrat&eacute;gia Europeia de Defesa e as Op&ccedil;&otilde;es para Portugal&rdquo; e &ldquo;Implementar e Operacionalizar a Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa&rdquo;, realizados a 18 de Junho e a 6 de Dezembro de 2010. <br \/>\nDas comunica&ccedil;&otilde;es e discuss&otilde;es efectuadas, tanto no &acirc;mbito do Grupo de Estudos como nos eventos p&uacute;blicos realizados no IDN, ficou clara a necessidade de se consolidar e aprofundar a parceria estrat&eacute;gica entre a N ATO e a Uni&atilde;o Europeia, a qual mereceu um tratamento diferenciado no novo Conceito Estrat&eacute;gico da Alian&ccedil;a, em reconhecimento do papel fundamental destes dois pilares da Comunidade Transatl&acirc;ntica, como actores essenciais de uma ordem multilateral de seguran&ccedil;a e defesa. O aprofundamento da parceria estrat&eacute;gica entre a NATO e a Uni&atilde;o Europeia deve partir da articula&ccedil;&atilde;o de uma vis&atilde;o estrat&eacute;gica comum de seguran&ccedil;a e defesa, sem a qual a complementaridade entre parceiros n&atilde;o se pode estruturar de uma forma est&aacute;vel e permanente. <br \/>\nAssim, a articula&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica entre a N ATO e a Uni&atilde;o Europeia deve ser encarada com naturalidade. Para al&eacute;m de 21 dos 34 Estados aliados fazerem parte das duas organiza&ccedil;&otilde;es, ambas est&atilde;o sediadas na mesma cidade, Bruxelas, o que poder&aacute; constituir um factor de facilita&ccedil;&atilde;o de sinergias e di&aacute;logo m&uacute;tuos. <br \/>\nMas permanecem importantes quest&otilde;es por resolver. Desde logo, uma maior e melhor articula&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica entre a NATO e a Uni&atilde;o Europeia passar&aacute;, tamb&eacute;m, por estabelecer como prioridade a resolu&ccedil;&atilde;o do diferendo entre a Turquia e o Chipre. J&aacute; no plano operacional, e neste mesmo esp&iacute;rito de complementaridade, torna-se necess&aacute;rio articular n&atilde;o apenas as prioridades mas tamb&eacute;m as miss&otilde;es. &Eacute; fundamental rentabilizar as capacidades civis e militares de ambas as organiza&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o s&oacute; em todo o espectro de conflitos mas tamb&eacute;m ao n&iacute;vel da gest&atilde;o de crises, agilizando a partilha de informa&ccedil;&otilde;es e evitando duplica&ccedil;&atilde;o de meios. Em suma, devem ser refor&ccedil;adas e ampliadas as bases que sustentam os Acordos Berlim Plus, como vector fundamental da parceria estrat&eacute;gica entre a Alian&ccedil;a Atl&acirc;ntica e a Uni&atilde;o Europeia. <br \/>\nIndependentemente dos avan&ccedil;os e recuos dos diversos Tratados da UE, a Pol&iacute;tica Europeia de Seguran&ccedil;a e Defesa tem sido, nos &uacute;ltimos anos, uma das &aacute;reas mais din&acirc;micas do processo de integra&ccedil;&atilde;o. Como exemplos deste dinamismo destacam-se, no plano pol&iacute;tico, a aprova&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa; no plano estrat&eacute;gico, a ratifica&ccedil;&atilde;o de uma Estrat&eacute;gia de Seguran&ccedil;a Europeia; e no plano operacional a condu&ccedil;&atilde;o, desde 2003, de mais de vinte miss&otilde;es e opera&ccedil;&otilde;es PESD, empenhando mais de 15 mil efectivos em diversas &aacute;reas regionais. <br \/>\nO Tratado de Lisboa veio conferir um novo impulso &agrave; integra&ccedil;&atilde;o europeia em mat&eacute;ria de seguran&ccedil;a e defesa, definindo que a Uni&atilde;o Europeia est&aacute; preparada para assumir novas responsabilidades em mat&eacute;ria de seguran&ccedil;a, atrav&eacute;s do refor&ccedil;o de uma capacidade militar pr&oacute;pria. Ou seja, ao mesmo tempo que se refor&ccedil;a no quadro das pol&iacute;ticas europeias, a nova Pol&iacute;tica Comum de Seguran&ccedil;a e Defesa refor&ccedil;a o pilar europeu da Comunidade Transatl&acirc;ntica, reflectindo uma vontade pol&iacute;tica no sentido de uma integra&ccedil;&atilde;o mais profunda em mat&eacute;rias de seguran&ccedil;a e defesa. <br \/>\nOs instrumentos consignados no Tratado de Lisboa &ndash; no plano institucional, das capacidades e operacional &ndash; visam dotar a Uni&atilde;o Europeia de condi&ccedil;&otilde;es que lhe permitam tornar-se um actor internacional de refer&ecirc;ncia, n&atilde;o apenas no plano da seguran&ccedil;a mas, essencialmente, no plano da defesa europeia. Tal s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel se a defesa europeia for considerada um objectivo priorit&aacute;rio no &acirc;mbito da Uni&atilde;o Europeia. <br \/>\nEstes s&atilde;o desafios que se colocam igualmente a Portugal, que tem como primeiro fundamento da sua coopera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, econ&oacute;mica e cultural, a hist&oacute;ria e os valores que partilha com a sociedade internacional, e com a Comunidade Transatl&acirc;ntica em particular. <br \/>\n&Eacute; com base nestas premissas que Portugal deve contribuir, de forma proactiva e construtiva, para a resposta aos desafios de seguran&ccedil;a e defesa, dentro e fora do espa&ccedil;o euro-atl&acirc;ntico, enfatizando a mais-valia da nossa experi&ecirc;ncia pol&iacute;tica e militar acumulada atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o em miss&otilde;es militares internacionais e cujo desempenho tantas vezes tem sido elogiado. <br \/>\nPara al&eacute;m dos artigos tem&aacute;ticos dedicados &agrave; PCSD, o presente volume inclui ainda, na sec&ccedil;&atilde;o extra-dossi&ecirc;, um conjunto de textos de tem&aacute;ticas abrangentes, como o Conceito Estrat&eacute;gico da N ATO e os E UA, uma an&aacute;lise comparativa das diversas edi&ccedil;&otilde;es dos Livros Brancos da Defesa da Gr&atilde;-Bretanha e da Fran&ccedil;a no plano das respectivas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a nacional, um estudo sobre a crescente assertividade da pol&iacute;tica externa regional da Turquia com especial aten&ccedil;&atilde;o para a din&acirc;mica com o Estado israelita, um artigo sobre as novas din&acirc;micas e (re)equil&iacute;brios necess&aacute;rios ao sistema internacional resultante da ascens&atilde;o da Rep&uacute;blica Popular da China; e, por fim, uma incurs&atilde;o anal&iacute;tica sobre o passado, o presente e os desafios futuros da Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&oacute;mico (OCDE), no ano em que se comemora o quinquag&eacute;simo anivers&aacute;rio da sua cria&ccedil;&atilde;o. <br \/>\nApesar de dedicado &agrave; PCSD, o presente volume da Na&ccedil;&atilde;o e Defesa vai, assim, ao encontro de temas e interesses diversos, pretendendo contribuir para um melhor entendimento de importantes quest&otilde;es internacionais de Seguran&ccedil;a e Defesa. <\/p>\n<p>Vitor Rodrigues Viana <\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Din\u00e2micas da Pol\u00edtica Comum de Seguran\u00e7a e Defesa da Uni\u00e3o Europeia<\/p>\n","protected":false},"featured_media":882,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":[],"product_brand":[],"product_cat":[15],"product_tag":[],"class_list":["post-883","product","type-product","status-publish","has-post-thumbnail","product_cat-sem-categoria","first","instock","taxable","shipping-taxable","purchasable","product-type-simple"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/product\/883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/product"}],"about":[{"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/types\/product"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=883"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/media\/882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"product_brand","embeddable":true,"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/product_brand?post=883"},{"taxonomy":"product_cat","embeddable":true,"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/product_cat?post=883"},{"taxonomy":"product_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/wp-json\/wp\/v2\/product_tag?post=883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}