{"id":644,"date":"2026-10-29T18:03:30","date_gmt":"2026-10-29T18:03:30","guid":{"rendered":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusersusers\/produto\/ser-um-individuo-chez-marcel-duchamp\/"},"modified":"2026-10-29T18:03:30","modified_gmt":"2026-10-29T18:03:30","slug":"ser-um-individuo-chez-marcel-duchamp","status":"publish","type":"product","link":"https:\/\/workmove.eu\/quidjurisusers\/produto\/ser-um-individuo-chez-marcel-duchamp\/","title":{"rendered":"Ser um Indiv\u00edduo chez Marcel Duchamp"},"content":{"rendered":"<p>Ant&oacute;nio Olaio &eacute; um artista pl&aacute;stico cuja obra ocupa um lugar preciso no panorama da arte portuguesa contempor&acirc;nea. A cumplicidade do seu trabalho de pintor, m&uacute;sico, professor (para n&atilde;o dizer de indiv&iacute;duo), com o campo cultural que Marcel Duchamp desbravou, &eacute; explicita e implicitamente permanente. Neste livro, navegando nas pistas que as obras e os escritos de Duchamp fornecem, Olaio entrega-se &agrave; reflex&atilde;o te&oacute;rica que um espectador informado pode construir, partindo dos efeitos das obras e da complexidade do acto de percep&ccedil;&atilde;o. O resultado &eacute; uma perspectiva que abdica da leitura hist&oacute;rica e da decifra&ccedil;&atilde;o psicanal&iacute;tica, para se posicionar no campo da comunica&ccedil;&atilde;o. Cumprindo o papel de espectador disposto a encarar a obra como mist&eacute;rio, abandona os dom&iacute;nios da racionalidade cient&iacute;fica para arriscar o dom&iacute;nio da intui&ccedil;&atilde;o e a constru&ccedil;&atilde;o de uma tese no pr&oacute;prio territ&oacute;rio conquistado pelo trabalho de Duchamp. <\/p>\n<p>O livro explora a ideia de indiv&iacute;duo e da cria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica na complexidade das suas rela&ccedil;&otilde;es, afastando a ideia rom&acirc;ntica do artista portador de uma subjectividade singular e definindo-o no &acirc;mbito de uma rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica entre habitar, habitua&ccedil;&atilde;o, habitat, habilidade, indiferen&ccedil;a, indiferencia&ccedil;&atilde;o, banalidade e do simb&oacute;lico. No interior dessa multiplicidade de rela&ccedil;&otilde;es conceptuais e da dissolu&ccedil;&atilde;o da imagem formal, entende-se a no&ccedil;&atilde;o de plasticidade ultrapassando a tradicional vis&atilde;o formalista da arte, descobrindo-se como o universo das ideias pode participar na produ&ccedil;&atilde;o de plasticidade na obra de arte. <\/p>\n<p>O confronto da arte com a racionalidade evidencia a capacidade desta atingir dom&iacute;nios inacess&iacute;veis &agrave; simplifica&ccedil;&atilde;o racional, desbravando a ambiguidade atrav&eacute;s da clarifica&ccedil;&atilde;o do valor da intui&ccedil;&atilde;o e distinguindo a intelig&ecirc;ncia da raz&atilde;o. Daqui se depreende que a dimens&atilde;o mental do espa&ccedil;o na obra de Duchamp, &eacute; capaz de ampliar a no&ccedil;&atilde;o para al&eacute;m da mera representa&ccedil;&atilde;o metaf&iacute;sica ou mensur&aacute;vel. Neste novo espa&ccedil;o conquistado com a intui&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel utilizar o humor objectivando a experi&ecirc;ncia do universo on&iacute;rico. A imagina&ccedil;&atilde;o concretiza-se numa rela&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica do indiv&iacute;duo com o universo das coisas e das ideias, numa a subtileza que conduz &agrave; no&ccedil;&atilde;o de inframince. <\/p>\n<p>O interesse deste texto, numa colec&ccedil;&atilde;o dedicada ao aprofundamento dos discursos disciplinares da arquitectura, nasce da sua estrat&eacute;gia de an&aacute;lise que n&atilde;o cai na tenta&ccedil;&atilde;o de relacionar directamente as obras de Duchamp com o car&aacute;cter arquitect&oacute;nico que se poderia descobrir em cada uma delas. Oferece-se um entendimento alargado de no&ccedil;&otilde;es essenciais no campo da arquitectura, inevitavelmente concebida e habitada no dom&iacute;nio das ideias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ant&oacute;nio Olaio &eacute; um artista pl&aacute;stico cuja obra ocupa um lugar preciso no panorama da arte portuguesa contempor&acirc;nea. A cumplicidade do seu trabalho de pintor, m&uacute;sico, professor (para n&atilde;o dizer de indiv&iacute;duo), com o campo cultural que Marcel Duchamp desbravou, &eacute; explicita e implicitamente permanente. 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