Descrição
Este estudo desenvolve um entendimento geopolítico das correlações de forças determinantes para prevalência do quadro epidemiológico com as maiores taxas de morbimortalidade do mundo, num espaço regional, o Hearthland negro designado pelo geopolítico Mackinder, uma zona de grande poder pela importância que tem para o Mundo Dependente do Comércio Marítimo, na visão geoestratégica de Samuel Cohen.Também a Nova geopolítica releva as implicações que as doenças infecciosas prevalentes na Região, têm para o sistema Global de Saúde, num mundo cada vez mais interdependente. Os países protagonistas de conflitos bélicos prestam piores cuidados de saúde e revelam uma maior incidência e prevalência de doenças infecciosas de grande letalidade provocadas por vectores, moscas, mosquitos, ou vírus como a Ébola. Num contexto geopolítico e, numa abordagem transdisciplinar epidemiológica, com o recurso a várias disciplinas das Ciências Sociais e Ciência Política, Ciência Médica, o estudo retrospectivo e prospectivo desenhou cenários tendenciais que obrigam a rever o presente que já compromete o futuro das geografias humanas, étnicas e políticas do bloco geopolítico subsaariano. Conclui-se que as epidemias, endemias, conflitualidades deixam sequelas irreparáveis pois a doença transmissível é um invasor subversivo, que retira poder efectivo aos Estados ricos em matérias primas, que perdem população, enfrentam a disrupção social, um elevado número de órfãos e a dependência económica e tecnológica.
Mas surgem sinais de mudança e esperança que ecoam no ar, para alguns países subsaarianos, que se posicionam com pretensões a estados directores emergentes e que impulsionam a construção inevitável, de um novo paradigma subsaariano no Século XXI. Muito embora a prospectiva multi-abrangente, através da monitorização de indicadores sócio sanitários, que esta obra apresenta e demonstra, num cenário tendencial, é inequívoco, que o presente já compromete o futuro das populações e consequentemente a sobrevivência política e étnica dos Estados. Contudo, há países cuja liderança, tem uma estratégia prospectivista para alterar o futuro, como por exemplo, o Estado-Nação Angola que, emerge com grande protagonismo no Sistema Internacional de forma meteórica, após 50 anos de guerra colonial e pós colonial. Os factos objectivos demonstram a transformação programática ideológica, a evolução sócio sanitária e económica. Atingiu uma das metas dos (OMD) erradicar a fome crónica. Comparativamente, com os seus vizinhos com pretensões a estados directores regionais, tem a menor taxa de prevalência de sida, menor número de órfãos, redução das epi-endemias, p.e doença do sono, malária. Outros indicadores do Índice de Desenvolvimento Humano, serão melhorados para garantia do Poder efectivo. É a estratégia geopolítica, assente na estabilidade política e social, baseada no conceito nacional da angolanidade, unificador e dissuasor de conflitos étnicos, que lhe confere maior representatividade no mundo geopolinómico, nos centros de decisão regional e internacional e, devolve a dignidade e auto estima a um povo "especial", que quer ter saúde total, maior esperança de vida. Este desidrato acompanha o novo paradigma que se pretende para todo o bloco geopolítico subsaariano pois sabemos que, população saudável é Poder Nacional.




